PAI

08/08/2021 - 13:23 hs

 

"O meu filho, que é doce, que é inocente,

 

Quando comigo sai, luz que fascina,

 

Põe seus claros pezinhos, brandamente,

 

Nas marcas dos meus pés, na areia fina.

 

 

 

Ele segue-me os passos, inconsciente,

 

Mas uma estranha angústia me domina,

 

E calcando os meus pés mais firmemente,

 

Meu coração, aos poucos se ilumina.

 

 

 

Sem saber, tu me obrigas, filho amado,

 

A procurar a rota mais segura,

 

A ter firmeza em cada passo dado.

 

 

 

Nunca dirás – que horror n’alma me vai!

 

Que te perdeste numa estrada escura...

 

Por seguires os passos de teu pai!”


DJALMA ANDRADE