HENRIQUE OSWALD

"Alta Cultura" - Grandes nomes da música clássica brasileira

Por Maestro Roberto de Souza Barros Kalili 03/10/2021 - 10:07 hs

Privação Cultural – descreve os indivíduos que se tornaram alienados de sua própria cultura devido a um rompimento da transmissão – este processo limita a capacidade cognitiva, o poder de entendimento e de verbalização do mundo em que vivemos.  Dois fatores contribuíram para o rompimento de nossa cultura após a revolução republicana: Primeiro, a corte no Brasil não mais definia a vida social; sendo substituída pelos senhores do café, cuja educação simples e rural não era capaz de entender e muito menos de transmitir tal sofisticação, preferindo imitar a cultura europeia. Segundo: a migração europeia trazia na bagagem outros ídolos (grato por Bach e Mozart, Beethoven e tudo o mais), porém desconhecia a cultura nacional e não se sentia impelida a estuda-la, mantendo (muitas vezes até os nossos dias) a imagem romantizada do velho mundo do qual foram expulsos pela fome, pela guerra e pela miséria.                                                                          

Hoje apresento o trabalho de um dos grandes compositores do Segundo Império, Henrique Oswald (1852/1931), talvez o compositor mais influente de sua geração. Destacou-se ainda jovem, tendo sido agraciado pelo Imperador Dom Pedro II com uma bolsa de estudos em Florença.


Suas composições são poderosas e sua obra é vasta. Piano, ópera, orquestra sinfônica, orquestra de cordas, concertos, música de câmara, música de órgão, canções, peças para violino, viola, violoncelo, música sacra, repertório completo. Dele escutamos o Quarteto em Sol Maior Opus 26, para Piano, Violino, Viola e Violoncelo, em cinco movimentos: Allegro, Andante, Prestissimo, Adagio, Allegro.

Maestro Roberto de Souza Barros Kalili