O CONSERVADORISMO É A NOVA CONTRACULTURA!

"Alta Cultura" - Grandes nomes da música clássica brasileira

Por Maestro Roberto de Souza Barros Kalili 10/10/2021 - 15:39 hs

As pessoas de todas as idades estão fartas da ditadura do “politicamente correto”! Os progressistas se tornaram os novos puritanos, ditando pela força da censura total a maneira como as pessoas devem sentir, pensar e se comportar.  Pior é que tentam fazer isso pelo lado mais feio, através do desencanto relativista: “gosto não se discute”! Oras, veja bem, podemos preferir os quartetos de Dvorák aos de Brahms, no entanto isto é completamente diferente de afirmar que o Chimbinha é um gênio; no segundo caso estamos abandonando a escala de valores, o discernimento que embasa a estrutura cognitiva, o alicerce mesmo da inteligência. Já não se trata mais de gosto aqui, porque não temos como comparar coisas que não pertencem á uma mesma categoria. Vou apresentar a vocês mais um dos grandes ícones de nossa música, Alberto Nepomuceno.


Alberto Nepomuceno - breve memória - Movimento.com                                                                              Nepomuceno teve uma história de glórias, regeu a Filarmônica de Berlim, praticou a técnica contrapontística da escola de Brahms, conviveu com Camille Saint-Saens, Edvard Grieg, Debussy, estudou órgão na Schola Cantórum de Paris, em suma, galgou os mais altos degraus da música mundial de seu tempo. Em 4 de agosto de 1905 realizava um concerto no Instituto Nacional de Música, apresentando uma série de composições suas em português, deu início assim á escola nacionalista. Em seguida formou a Associação de Concertos Populares, apresentando ao público diversos compositores, dentre eles o imortal autor da canção “Luar do Sertão”, Catulo da Paixão Cearense. Á partir desta iniciativa nossa música popular se tornaria clássica, e nossa música clássica se tornava popular. 


Este caminho produziria resultados maravilhosos que culminaram naquela que seria eleita mundialmente como a mais bela melodia do século XX, “Aquarela do Brasil”, composta em 1939 por Ary Barroso.


 Maestro Roberto de Souza Barros Kalili