DEMOCRACIAS COROADAS

Entenda como dos 25 maiores IDH's do mundo, 17 são monarquias

Por Comendador Davi Valukas 17/10/2021 - 14:33 hs

Historicamente, o engodo republicano conseguiu introjetar no imaginário popular do brasileiro médio a errônea ideia de que República e democracia seriam sinônimos, contrapondo a ideia de uma tirania monárquica, já que um presidente é eleito a cada quatro anos, enquanto um rei fica no poder até a morte. Outro engodo é a ideia de que as monarquias ainda ativas no mundo, muitas delas com altíssimo IDH (índice de desenvolvimento humano), ampla liberdade de imprensa e democracia vigorosa e estável, teriam um "monarca decorativo", uma verdadeira distorção do termo "O Rei reina mas não governa". Ou seja, ou o rei é um tirano, ou um mero item da mobília estatal. 


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Dos 25 maiores IDH's do mundo, 17 são monarquias, como Reino Unido, Holanda, Suécia, Dinamarca, entre outros. O termo "O Rei reina mas não governa" é utilizado nesses países para descrever uma separação de poderes que funciona uma espécie de salvaguarda democrática. O monarca não exerce a chefia de governo, alijando-se de questões administrativas e político-partidárias do dia-a-dia. Tal função é desempenhada pelo primeiro-ministro, membro do parlamento (pode haver algumas diferenças de país país, mas no geral o sistema é o mesmo).


Já o monarca exerce o papel de chefe de Estado, além do poder moderador, quarto poder que garante o equilíbrio entre legislativo, judiciário e executivo. O chefe de Estado é o comandante das Forças Armadas, garantindo a soberania nacional por meio da defesa e, se necessário, do ataque. Foi o que fez D. Pedro II na Guerra do Paraguai. Após o ditador Solano Lopez invadir o Mato Grosso, tolhendo nossa soberania, o imperador ordenou o ataque ao país vizinho. Uma espécie de "ataque defensivo". 


A estabilidade dos supracitados países que adotam a monarquia parlamentarista é garantida pela divisão de poderes que acabei de explanar. Não há crises, pois estas são contidas logo no início. Havendo escândalos de corrupção ou instabilidades de origem partidária, a intervenção do poder moderador garante que as coisas retomem seu curso natural. Se isso é ser meramente decorativo, como dizem os detratores do regime monárquico, que bela decoração! 


De um lado o parlamento, o voto, a representatividade. De outro a coroa, a dinastia, a tradição da nobreza. Com isso, garante-se o perfeito funcionamento da democracia e, consequentemente, das instituições e da vontade popular, que em última instância, é a democracia de facto!