EM DEFESA DO ESPÍRITO CAVALHEIRESCO

O papel de natural protetor que é cabido ao homem.

Por Comendador Davi Valukas 31/10/2021 - 15:54 hs

Diante do ataque sistemático à masculinidade e à virilidade enquanto símbolos civilizacionais, decidi escrever o presente artigo para, mais uma vez, caminhar na contramão do sistema vigente. 


Você já deve ter visto algum filme, peça teatral ou novela de época em que os homens têm determinados costumes um pouco estranhos para nossa época no trato com as mulheres, ou com as damas, melhor dizendo. 



Um paletó ou sobrecasaca que a protege do frio, andar de mãos dadas pelas ruas, sempre com a dama para o lado de dentro da calçada, não falar palavrões perto dela ou beijar sua mão ao cumprimentá-la são alguns exemplos do que podemos chamar de comportamento cavalheiresco, algo não muito usual em tempos decadentes como os nossos. 


O termo cavalheiro tem origem nas antigas ordens de cavalaria, que tinham como nobre missão, entre outros atributos, proteger as mulheres, as crianças e os idosos, além dos fiéis que peregrinavam à Terra Santa e eram alvos fáceis para os muçulmanos da região. 


Ser um cavalheiro, portanto, vai muito além de simplesmente galantear as donzelas, mas significa sobretudo exercer o papel de natural protetor que é cabido ao homem. 


A verdade não contada sobre as Cruzadas


Certa vez alguém me disse que um cavalheiro é um selvagem domesticado, pois equilibra perfeitamente a força do guerreiro e a sensibilidade do artista. E isso nos leva a um segundo ponto importante. 


As Sagradas Escrituras exortam os crentes a não se acomodarem nos primeiros rudimentos, além de comparar o neófito a uma criança que não come alimentos sólidos, enquanto o fiel já experimentado e cônscio de sua espiritualidade é como um adulto que se alimenta de comida pesada.


Ampliando um pouco os horizontes da hermenêutica bíblica, podemos dizer que o cavalheiro já abandonou os primeiros rudimentos do homem natural, impulsivo e selvagem, e já se alimenta com a solidez da Cultura. Leitura, boa música, reflexões filosóficas e apreciação de obras de arte em geral estão em seu menu para o jantar. 


Equilibrado entre a selvageria e o refinamento, o cavalheiro contém seu ímpeto e libera suas emoções biliares apenas em casos extremos e pontuais, geralmente ligados à defesa dos seus. 


Não basta, portanto, que o homem seja um conquistador. É preciso que isso esteja circundado por uma ampla gama de fatores estéticos, culturais, psicológicos e espirituais. 


Urge resgatarmos o espírito cavalheiresco!

  Comendador Davi Valukas