O REI ESTÁ VIVO, VIVA O REI!

As provas da sobrevivência de Luís XVII que apresentamos brevemente nesse artigo


Nota da colunista


Hoje teremos uma participação especial. O artigo foi escrito pelo estimado monarquista Philippe Lyoen, Marques de Gasgogne, Chanceler de Casa Real da França, a única pessoa no mundo autorizada a falar em nome de Sua Alteza Real O Príncipe Charles Louis de Bourbon. Para o melhor proveito dos leitores, a edição é bilingue – em francês e em português brasileiro. Dessa forma todos podem acessar o texto original e conhecer a verdadeira história da sucessão do trono francês, diretamente da Casa de Bourbon. Certamente será uma boa leitura!

 


 

Le Chancelier Philippe Lyoen Marquis de Gasgogne présente le livre Louis XVII a survécu à la Prison du Temple. - O Chanceler Philippe Lyoen Marques de Gasgogne apresenta o livro "Louis XVII a survécu à la Prison du Temple" (Louis XVII sobreviveu à Prisão do Templo).


Desde a infame Certidão de Óbito de 12 de junho de 1795, rumores oficiais têm proclamado implacavelmente a morte de Luís XVII no Templo. O usurpador Napoleão e os três reis, também usurpadores, que reinaram no século XIX, conheceram muito bem a sobrevivência real, mas lutaram para consolidar uma “morte civil”. Esta Certidão de Óbito é um espantalho lúgubre e aqueles que ainda encontram interesse nela acenam com o apoio do Estado, ao passo em que desde a sua emissão estava contaminada pela ilegalidade e não tem mais valor jurídico desde 1845. A Certidão original desapareceu do Arquivo assim que foi emitida! Só existem cópias...

Depuis l’infâme Acte de décès du 12 juin 1795 la rumeur officielle s’est acharnée à proclamer la mort de Louis XVII au Temple. L’usurpateur Napoléon et les trois Rois, usurpateurs aussi, qui régnèrent au XIXème siècle, connaissaient très bien la survivance royale mais luttèrent pour conforter une « mort civile ». Cet Acte de décès est un épouvantail lugubre que ceux qui y trouvent encore un intérêt agitent avec le soutien de l’État alors que dès son émission, il était entaché d’illégalité et n’a plus aucune existence juridique depuis 1845. L’Acte authentique a disparu des Archives dès son émission !... Il n’en existe que des copies…

 Mistério sobre o rei que nunca reinou Luís XVII - Segredos de Paris


A sobrevivência - ou não sobrevivência - de Luís XVII não é um ato de fé: nossas declarações baseiam-se nos Arquivos Nacionais e Departamentais; os Monitores da época, atas notariais ou declarações perante um Tribunal, cartas de contemporâneos, trechos de memórias, publicações, etc. e, sobretudo, agora em análises biológicas: testes de cabelo e DNA. Tudo isso está exposto em um livro que será publicado por nosso Círculo Monárquico Legitimista, formado no seio de nossa Fundação.

La survivance – ou la non survivance - de Louis XVII ne relève pas de la foi :nos affirmations se fondent sur les Archives Nationales, Départementales ; les Moniteurs de l’époque, les procès verbaux notariés ou déposés devant un Tribunal, des lettres de contemporains, des extraits de « Mémoires »,  des publications, etc. et surtout, maintenant sur les analyses biologiques : cheveux et tests ADN. Tout ceci est exposé dans un ouvrage que publiera notre « Cercle Royal Légitime », formation au sein de notre Fondation.

 


As provas da sobrevivência de Luís XVII que apresentamos brevemente nesse artigo baseiam-se nos seis pontos desenvolvidos a seguir.

Les preuves de la  survivance de Louis XVII que nous présentons brièvement ici s’articulent sur les six points développés ci-après.

 

A FUGA: Isso é atestado pelos arquivos da França, Inglaterra, Prússia e Áustria e uma série de documentos ligados às memórias de contemporâneos. Ela se apresenta em em três fases:

L’ÉVASION : Celle-ci est attestée par les archives de France, d’Angleterre, de Prusse et d’Autriche et une foule de documents liés aux « Mémoires » de contemporains. Elle se présente en trois phases :

 

- Uma tentativa feita por Robespierre na noite entre 23 e 24 de maio de 1794 para levar Luís XVII a Meudon, perto de Paris; teve que retornar rapidamente com o jovem Rei ao Templo, certamente por receio de uma delação: Arquivos Nacionais francês e inglês;

-Une tentative faite par Robespierre dans la nuit du 23 au24 mai 1794 pour emmener Louis XVII à Meudon, près de Paris ; on a dû retourner vite avec le jeune Roi au Temple, certainement par crainte de délation: Archives Nationales françaises et anglaises ;

 

- A preparação da fuga dentro do próprio Templo graças à ação dos monarquistas emigrados na Inglaterra em conjunto com Barras, um político que administrava a prisão. Duas substituições de crianças ocorreram, uma em 31 de outubro de 1794 (a criança era surda e muda e se chamava Tardif), a outra no final de março de 1794 (a criança era tuberculosa e se chamava Gonnhaut-Léninger). Tudo isso é atestado por cartas e Arquivos;

- La préparation de l’évasion au sein même du Temple grâce à l’action de Royalistes émigrés en Angleterre en liaison avec Barras, homme politique administrant la prison. Deux substitution d’enfants eurent lieu, l’une le 31 octobre 1794 ( l’enfant était sourd et muet et se nommait Tardif), l’autre fin mars 1794 (l’enfant était tuberculeux et s’appelait Gonnhaut-Léninger). Tout ceci est attesté par des lettres et des Archives ;

 

- O rapto de Luís XVII ocorrido ao mesmo tempo que a morte da criança Gongaut-Léninger; essa morte foi provocada por envenenamento proposital para poder deixar Luís XVII adormecido ao mesmo tempo que o cadáver por uma bebida idêntica, na noite de 12 de junho de 1795. Tudo isso é atestado pelos Arquivos.

- L’enlèvement de Louis XVII qui s’effectua en même temps que la mort de l’enfant Gongaut-Léninger ; cette mort fut provoquée par empoisonnement exprès afin de pouvoir sortir Louis XVII endormi en même temps que le cadavre dans une même bière, le soir du 12 juin 1795. Tout ceci est attesté par des Archives.

 

A CAMINHADA ATÉ A SUA FALSA IDENTIDADE PRUSSA "NAUNDORFF": Uma vez fora do Templo, Luís XVII foi hospedado em alojamento pertencente a Joséphine de Beauharnais, senhora de Barras. Ele partiu rapidamente para a Bretanha e Vendée e depois para a Bélgica.

L’ERRANCE JUSQU’A SA FAUSSE IDENTITÉ PRUSSIENNE EN « NAUNDORFF » : Une fois sorti du Temple, Louis XVII fut hébergé dans un logement appartenant à Joséphine de Beauharnais, maîtresse de Barras . Il partit vite en Bretagne et en Vendée puis en Belgique.

 

No outono de 1797, Luís XVII estava em Genebra e em seguida foi juntar-se às suas tias reais em Trieste (Itália) e depois em Roma, onde foi coroado rei por Pio VI em Roma, tendo por testemunha o Papa Leão XIII. Saiu de Roma em fevereiro de 1798 e, para sua segurança (porque o futuro Luís XVIII mandava gente para matá-lo), foi mandado para a Inglaterra, mas o país recusou a entrada ao legítimo Rei da França. Joséphine de Beauharnais o enviou, com a ajuda de Barras, para o Haiti onde ela possuía uma propriedade familiar na cidade de Léogane. Ele retornou à França em 1802, visitou "a mulher Simon" que cuidou dele quando criança no Templo (ela o reconheceu!) Em seguida, partiu para a Suíça.

En automne 1797, Louis XVII est à Genève puis alla ensuite rejoindre ses tantes royales à Trieste (Italie) puis à Rome où il fut sacré Roi par Pie VI à Rome ce dont le pape Léon XIII témoigna. Il quitta Rome en février 1798 et, pour sa sécurité (car le futur Louis XVIII envoyait des gens pour le tuer), il fut envoyé vers l’Angleterre mais ce pays refusa l’entrée au Roi de France légitime. Joséphine de Beauharnais l’envoya, avec l’aide Barras, à Haïti où elle avait une propriété familiale dans la ville de Léogane. Il revint en France en 1802, visita « la femme Simon » qui l’avait gardé, enfant au Temple (elle le reconnut !) puis partit en Suisse.