ALTA CULTURA - GRANDES NOMES DA MÚSICA CLÁSSICA BRASILEIRA

Leopoldo Miguez (1850-1902):

Por Maestro Roberto de Souza Barros Kalili 28/11/2021 - 11:50 hs

O Século XX foi um período marcado pelo afastamento do grande público em relação á Alta Cultura. Acreditaram que o importante era fazer qualquer coisa nova, mas bem, o público mesmo não gostava e se afastou dos concertos da tal “música erudita” (um termo que usavam antigamente para te vender lixo como se fosse ouro). Com esta desculpa um grupo de esquisitões vendia estupidez e uma meia dúzia com influência na mídia comprava disco com silêncio, barulhos de porta rangendo, toques de telefone e ruídos aleatórios como se fossem concertos muito inteligentes. Acabou, fizeram seu papel ridículo. Depois da loucura, veio à ressaca. Como recuperar os valores e as técnicas abandonadas?

Música Clássica significa que é feita com artes desenvolvidas ao longo de séculos por mentes brilhantes:                  Harmonia (formada por blocos de notas que determinam as relações vibratórias de dominância e o campo de ação).                                                                         

         Ritmo (que é bem mais do que uma batida; um ritmo é composto de vários elementos e subdivisões, não apenas um).

         Melodia (a sequência de notas que guardamos na memória). Contraponto (a arte de escrever duas ou mais melodias ao mesmo tempo sem que se choquem ou descrevam rotas paralelas). Forma (diversas são as formas musicais: sonata, fuga, suíte, rondó, passacalia, concerto, tema e variações, cânone, etc...).

Voltemos nossos pés para o chão. Onde foi parar a música clássica brasileira? O círculo dos esquisitões metidos a intelectuais odiava a Tradição. Os professores - em sua maioria italianos, alemães ou húngaros – desconheciam nossa música. As orquestras se voltaram para “esses clássicos tão populares”, repetindo incansavelmente as peças que o público (cada vez menor), escutava ano após ano. As rádios acompanhavam a “moda”, a qual era manipulada pela mídia, sempre nivelando por baixo. A televisão metralhava música pop. O cinema, ou era estrangeiro, ou quando nacional focava na tal da MPB, que era a versão piorada da pop. Neste caminho para o abismo, perdemos a transmissão de nossa tradição cultural, mas felizmente conservamos as partituras, que os músicos mais corajosos estão descobrindo tratar-se de coisa séria. Algumas destas partituras estão disponíveis hoje online


e outras ainda são tesouros perdidos nos sebos da vida, nas bibliotecas, nas casas de parentes de antigos músicos, em um caixote mofado, abandonado aos ratos, no fundo de uma garagem. Entre as peças disponíveis no site mencionado, encontrei três autores dos quais não havia nenhuma gravação de referência: Sant´Anna Gomes, Francisco Valle e Luciano Gallet. As músicas estão lá, adormecidas em sua mente, aguardando o momento oportuno para despertar e descer até o seu coração, ouvinte meu, meu irmão?

Qual o nosso caminho agora?

Conhecer o trabalho destes intérpretes - “caçadores de esmeraldas” – que estão revivendo o melhor de nossa música e abrindo para nós o caminho da RESSURREIÇÃO CULTURAL BRASILEIRA.

Maestro Roberto de Souza Barros Kalili orgulhosamente apresenta: