A ALMA REVOLUCIONÁRIA

O que fazer quando percebermos que as coisas precisam de fato de uma mudança?


Há uns 3 anos, vi um vídeo que estava circulando pelas redes. Era um professor esquerdista dentro de uma escola Estadual na Bahia, que bradava aos seus alunos: “Vocês têm que deixar aflorar a alma revolucionária que todo estudante tem”. Este discurso parece muito inspirador, porém, a alma revolucionária já causou muitos males, miséria e morte ao longo da história.

 

Nas manifestações de esquerda dentro e fora do Brasil, podemos ver essencialmente do que se trata a alma revolucionária. Pneus queimando, pessoas mascaradas, pessoas esfaqueando e queimando boneco em tamanho real que representa o presidente da república, pessoas urinando na calçada, gritos de guerra com palavras de baixíssimo calão, gritos de guerra e palavras de ordem a favor de crimes como o aborto e a corrupção, agressão física e moral a repórteres e vandalismo.

 

Afinal, que alma revolucionária é essa? O que é isso em essência? São pessoas que não aceitam tradições, rejeitam as bases e o que foi aprendido pelos nossos avós. Eles não querem apenas ser ouvidos! Querem literalmente destruir o que já existe, para impor o que eles acreditam. E já ficou bem claro que o que a esquerda acredita não funciona, só causa miséria e destruição, mas eles querem enfiar goela abaixo da sociedade. Um exemplo é a linguagem neutra. Sim a língua é dinâmica, é viva, e nós já tivemos muitas mudanças na língua portuguesa, porém isso acontece depois de décadas que de forma natural e não imposta, a sociedade passa a usar as palavras de determinada forma. Há um consenso e não uma imposição ou constrangimento.

 

Quem tem a alma revolucionária, não aceita a opinião contrária e reage violentamente a ela. Esse discurso de revolução parece muito bonito e romântico, porém é extremamente nocivo à sociedade. Quando houve no mundo muitas revoluções e a queda de muitas monarquias, houve também a queda de princípios e valores. Os países mais bem sucedidos foram construídos sob os alicerces firmes de religiões que possuíam valores inegociáveis que ajudavam a organizar a sociedade e trazer paz e prosperidade.

 

Na bíblia em 2 Samuel 22:44 o rei Davi diz a Deus: “Tu me livras de revoluções no meio do povo.” Sábias palavras disse o rei Davi a Deus, as revoluções destroem países, destroem padrões que organizam a sociedade que nossos antepassados levaram anos para construir.

 

É absolutamente ilegítimo um professor fazer adolescentes pensarem que suas ideias ainda em formação são capazes de superar em lógica e sabedoria o que nossos antepassados levaram décadas para descobrir. É muita pretensão! Sem contar, que um adolescente ainda não tem estruturada sua racionalidade para tomar decisões sérias nem sobre suas próprias vidas, muito menos sobre toda uma nação. A personalidade de um adolescente está em construção. E colocam sobre eles o peso de decisões muito sérias na qual eles ainda não têm nenhum preparo. Acabam por servir como massa de manobra quando não tem a orientação de pessoas coerentes e sensatas. Por isso, fazem tanta campanha para que adolescentes tirem o título de eleitor, para que nas escolas, esse tipo de “educador” com alma revolucionária induza seus alunos para que lutem contra os valores ensinados pelos seus pais.

 

Devo então concordar com tudo o que de herança nos deixaram? O que fazer quando percebermos que as coisas precisam de fato de uma mudança? O que fazer quando nos depararmos com problemas reais que precisam ser resolvidos? Devemos nos calar? Nos acomodar? Não! Nós não precisamos destruir nada e nem desrespeitar ninguém para expor nossas ideias contrárias. Sejamos pessoas que trabalham em prol do crescimento de nossas empresas, igrejas e nação. E não que destroem tudo sem ter tido uma ideia melhor. Sempre que protestamos, devemos apresentar uma ideia melhor, isso mostra que você não quer destruir, e sim construir! Sejamos agentes de mudança, sempre prontos a ajustar e reformar aquilo que não está bom. Mas não precisamos demolir e desvalorizar aquilo que é bom, aquilo que nos fez chegar até aqui.